terça-feira, 7 de setembro de 2010

(re) produção do espaço urbano guarulhense

As interferências do capital na (re)produção do espaço urbano guarulhense são claramente observadas no recorte viário apresentado no acesso entre o Parque Cecap - Taboão e Jardim São João. A indefinição em torno da construção de uma terceira pista no Aeroporto Internacional André Franco Montoro e a falta de perspectiva para a estruturação do espaço urbano para a população moradora, contribuiram para uma pauperização do espaço periférico em níveis elevados. O principal acesso entre o Jardim São João pela marginal Baquirivú ficou intrasitável em decorrência do processo de escorregamento do leito do rio que ao longo da última década não passou por nenhum processo de conservação. O resultado de anos de abandono foi a assoriamento do rio Baquirivú que com as enchentes frequentes nos períodos de chuvas passou a tomar parte da avenida João Jamil Zarif por conta das erosões comuns aos leitos de areas inundadas. Atualmente operários trabalham para recompor o leito do rio e tornar a avenida João Jamil Zarif como a marginal Baquirivú seguras ao tráfego de veículos, ações que configuram as necessidades ou simplesmente aos interesses do capital. Nossa argumentação dar-se ao modo que somente com a construção de um Terminal Turístico Rodoviário que faz parte de um projeto para acomodar a copa de 2014, os principais acessos à periferia do município passou a contar no plano de obras. Além disso, o Aeroporto Internacional André Franco Montoro possui uma importante Rodovia, a Hélio Smitd, que poderia servir a um grande números de usuários que residem na periferia do Jardim São João, no entanto, o acesso só é permitido para quem chega até ao Aeroporto, além da estrutura aeroportuária cancelas barram  o acesso. Hoje, além das cancelas de bloqueio, enormes tubos de concreto impedem a circulação dos veículos sob a alegação de problemas técnicos na estrutura da ponte sobre o rio Baquirivú. Mas o aspecto singnificativo são as alterações espaciais que decorrem dos interreses econômicos no município, que na medida em que novas demandas são  encaminhadas para o espaço guarulhense novas conformações espaciais vão se processando, assim, as definições continuam sendo direcionadas pelo capital e não por necessidades de demanda social.

Nilton César de Oliveira Gama